"Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocado."

Clarice Lispector

Domingo, 26 de Abril de 2009

Mais Ausência...

Perdoem-me mais uma vez o sumiço... nova reviravolta na vida, sempre em busca do melhor, do que é felicidade! Tenho tentado reorganizaar minhas idéias e seguir em frente, não me preocupando com o quão difícil isso possa parecer.
Assim é a vida... até breve!

Segunda-feira, 20 de Abril de 2009

Reasons to Go On

Eis essas palavras:

"O que era um blog para mim? Bom, eu achava que era uma página que eu poderia encher de gifs reluzentes e corações, e as pessoas entrariam e diziam: “Oh, que lindo, adorei seu cantinho” E foi com esse pensamento que eu entrei para a blogosfera no início de 2007, nem preciso contar que de lá para cá eu já tive milhões de blogs (brincadeira, foram só 10), eu usava layouts extravagantes que eu encontrava por aí e fazia dele um diário virtual, contava tudo sobre a minha vida, desde que eu acordava até a hora de ir dormir. Alguns deles até que fizeram sucesso, outros viviam às moscas que ninguém ia visitar. Eis que surge o problema, eu enjoo muito rápido das coisas e com os blogs não foi diferente.

No decorrer de dois ou três meses eu me cansava, excluía e logo em seguida criava outro, eu tinha gosto de ficar horas pensando em outro nome mais legal para colocar e comentando no blog das amigas para dizer que eu estava de endereço novo. Meu intuito com blogs sempre foi de deixar algo no mundo quando eu não estivesse mais nele. Eu sonhava que algum dia alguém iria ler aquelas baboseiras, sem a mínima noção de gramática ou sentido. Porém em 2008, eu fuçava em blogs por aí quando encontrei um amigo, com um blog visitado e cheio de comentários, os textos dele eram belos e eu imaginava nunca ter criatividade para fazer algo parecido, minhas poucas tentativas foram simplesmente desastrosas. Eu comentava no dele, mais ele não sabia o que comentar no meu, já pensou uma pessoa formada comentar em um texto de uma garota boba que contava o que tinha feito na escola e sobre garotos?

Até que um dia ele me deu um “puxão de orelha”, literalmente. Falou que eu tinha capacidade de fazer melhor, de escrever coisas da minha vida, só que em 3° pessoa e tentando dar um toque de emoção a tudo. De início eu amei a ideia, mais desisti logo em seguida. Eu não conseguia escrever palavras bonitas e quando conseguia, eram apenas meras duas linhas no máximo. Foi aí que eu abri meus olhos e tentei melhorar meu vocabulário, comecei a ler mais, que desde pequena foi uma das minhas paixões e assim fui tendo mais assuntos para escrever meus textos, que passaram de minúsculos, para enormes! E aqui estou, resolvi comprar um domínio e agora é oficial."
(...)

Fonte: http://invisibleluv.com/?page_id=7

Isso sim pode traduzir a satisfação que é poder ajudar alguém de alguma forma. Agradeço à Jéssica, minha querida amiga, e dona dos maravilhosos blogs "Invisible Luv" e "A Menina dos Olhos de Mel" por ter me permitido tamanha satisfação, e agradeço acima de tudo a Deus, por me dar a chance de com pequenos gestos fazer com que alguém se sinta mais capaz, e consequentemente mais feliz!

Domingo, 12 de Abril de 2009

A Feira

Venham todos!

Comprem no melhor preço, mamão, melancia, melão e morango. Degustem incansavelmente até seus extintos não suportarem mais. Sigam, pensem com a "cabeça de baixo" e aproveitem suas noites com as frutas da época! Para aqueles que não têm dinheiro para comprá-las, usem o imaginário, afinal, a sabedoria da puberdade adolescente é sempre válida na hora do desespero!

Sim, mamão, melão e melancia, estão quase de graça. Saltam-lhe aos olhos, e quando não conseguimos enxergar, podemos matar a nossa sede calórica com uma incrível e nova fruta chamada BBB. Ela está dentro das nossas casas o tempo inteiro, sem nenhum gasto adicional, e nela as pessoas se comem embaixo do edredom, vigidas por diversas câmeras e em horário nobre!

Marginalizem-se, pois isso sim é divertimento. Livros, programas educativos, respeito ao bom senso e aos valores, são de fato coisas antiquadas. As mulheres resumiram-se a melões e melancias, frutas suculentas e gostosas, porque mulher não é mais bonita e inteligente, ela é gostosa!

Mas é válido, afinal, a nossa sociedade já é tão sofrida, não é mesmo? Temos que ter passatempos úteis, para que não fiquemos a fazer filhos e mais filhos, por falta do que fazer. Agora resta torcer para que as revistas masculinas paguem um milhão (tudo é alimento) para que as frutas tirem a sua casca e fotografem, somente a polpa... que lindo, não?

O respeito que as mulheres passaram anos para conquistar infelizmente tem se tornado irrelevante, onde quanto mais bunda e menos cérebro, melhor. É uma pena. Obviamente, e graças a Deus, não se pode generalizar, mas a forma como as mulheres têm vulgarizado a si próprias em termos midiáticos, chega a assustar. As pessoas gostam cada vez mais de pseudo-diversão, e a mídia sabe trabalhar bem isso, infelizmente.

Admira-me, e entristece-me ao mesmo tempo, mas não se pode ir contra a maré, não é mesmo?

E que recomece a feira, melões, melancias e morangos...

Terça-feira, 7 de Abril de 2009

Amor Incondicional - 4 Meses


Desta vez eu não vou escrever nas entrelinhas! Não, agora minhas palavras terão uma retidão que talvez jamais tenham tido, porque assim a ocasião exige. Também vou avisando que provavelmente serão linhas bastante longas, porque a realidade exige explicações reais, e explicações quase sempre precisam ser detalhadas. De fato, tenho tido muitos motivos para comemorar: primeiro, o prazer de estar vivo, de poder abrir os olhos e ver que um sol nasce todos os dias renovando-me as esperanças. Depois, a saúde, inteligência e as demais excelentes condições humanas, que são sem dúvida um presente de Deus, principalmente nos dias atuais. Todas essas condições e prazeres tornaram-me habilitado para comemorar a presença constante e real do amor verdadeiro em minha vida.

Como todos devem saber, conheci a Camilla através da blogosfera, e disso já falei exaustivamente. Também já falei muitas vezes do imenso sentimento que aos poucos foi crescendo dentro de nós dois, o qual já não conseguimos mais conter dentro de nossos corações, o que ocasiona situações como esta que vivemos agora, neste momento, quando comemoramos QUATRO MESES DE NAMORO! Sim, isso mesmo, quatro meses! E acreditem, é uma relação bastante atípica, eu diria. Atípica pelo não contato diário, porque ficamos juntos durante 10 dias e não mais até o presente momento, e principalmente porque possuímos a raríssima capacidade de entender que por trás de qualquer espécie de desentendimento que porventura possa ocorrer, existe um sentimento que nos toma por completo, cada dia mais. Colocar esta premissa à frente das possíveis discordâncias não é das tarefas mais fáceis... é preciso que haja muito bom senso, respeito, e acima de tudo amor, MUITO amor! Nunca, jamais, fomos dormir sem resolver uma discussão, sem chegar a um consenso perante algum desentendimento. Obviamente que temos problemas, assim como qualquer casal os tem, porque há as diferenças, embora sejamos extremamente parecidos. Às vezes a saudade nos tira um pouco a racionalidade, e acabamos não nos entendendo, mas nada que alguns minutos depois não possa ser resolvido... quando isso acontece, é como se nosso coração crescesse e se tornasse maior que nosso cérebro, maior que nossa raiva, e bastam alguns minutos e alguns "eu te amo" bem na hora da raiva para que tudo venha a ficar maravilhosamente bem de novo.

Mas todos hão de convir: não é fácil! Confesso que algumas vezes cheguei ao limiar de minha condição, num imenso choque entre coração e razão que por pouco não chegou a destruir um amor que me faz sentir único. Mas exatamente por isso, e não é porque eu queira deixar meu coração ser maior que a tal razão, é que o nosso sentimento sempre se sobressai. Eu assisto todos os dias as pessoas deixarem que o orgulho seja maior que tudo, ou casais com um futuro promissor deixando que simples obstáculos os vençam, sem entender que existem coisas bem maiores do que beijinhos todos os dias. Existem sonhos, e é nisso que pensamos! Jamais vou menosprezar meus outros relacionamentos, com os quais eu aprendi muito, e os quais fizeram com que eu me tornasse a pessoa que eu sou hoje, mas com Camilla, é diferente. Ela é frágil, e ao mesmo tempo muito forte. Sempre encontra a palavra exata no momento exato, mesmo que o exato seja o silêncio, e nisso ela também é perfeita. Mas o mais importante é a força que ambos temos tido para superar todos os obstáculos como distância, saudade e mais algumas coisas que se referem ao nosso relacionamento de maneira mais interna.

Relacionamento perfeito? Não! Amor, muito amor, isso sim! Amor que é maior que a razão, que é maior que a saudade, maior que o orgulho, maior que nossos medos e nossos receios, e amor que gera respeito. E assim, não apenas amando, mas acreditando irremediavelmente neste sentimento que nos une, conseguimos construir nosso castelo, tijolo por tijolo, mantendo sempre firme os alicerces, mesmo nos momentos em que todos os tijolos ameaçaram desabar. Hoje enxergo que os momentos difíceis só serviram para nos fortalecer, e superamos sim, a fase mais crítica, que é exatamente aquela da incerteza, principalmente para mim, que sempre fui muito intenso. Vencemos coisas e pessoas, vencemos a descrença de alguns e a distância física que hoje em dia já não nos separa mais, embora ainda exista. Vencemos os nossos próprios medos no que concerne ao não suportar a saudade, e vencemos a desconfiança inicial que sempre gera a pergunta: "será que é tudo isso mesmo?" Quatro meses depois eu respondo com veemência: não, é MUITO MAIS QUE ISSO!

E só tenho a agradecer, primeiramente a Deus, por ter colocado este sentimento tão forte e lindo dentro de nossos corações. Depois a você, meu amor, por cada sorriso, cada lágrima, cada palavra, cada momento do nosso dia-a-dia. Agradecer por seu carinho, pelo imenso sentimento que emana de você e que faz com que eu me sinta gente de novo, devolvendo-me a força e a vontade para seguir em frente, e trazendo-me a certeza que depois de tantas cabeçadas, encontrei a mulher com quem eu vou formar uma família e ser feliz não somente até o fim dos meus dias, mas até a eternidade, e por fim, agradecer a todas as pessoas que direta ou indiretamente acreditaram em nós e nos deram a força, porque não teríamos conseguido se tivéssemos nos isolado entre nós e esquecido o resto do mundo... este seria o pior erro que poderíamos ter cometido, mas graças a Deus não foi assim. A união de todos esses fatores fez com que estivéssemos aqui, após quatro meses, projetando nosso futuro, sonhando cada vez mais, e acima de tudo com a certeza de que vamos realizar cada um dos nossos sonhos, seja em Paracatu, em João Pessoa, ou na China, porque para o amor verdadeiro não há fronteiras.

Hoje eu sei que se por algum motivo o nosso passado não nos fez sorrir, devemos continuar firmes e fortes, porque um futuro lindo brilha em nosso caminho, e estamos trilhando cada um dos nossos passos - no seu devido tempo - a fim de encontrar não somente nossa estabilidade emocional, física e pessoal, mas a felicidade plena que é formada pelos vários momentos de felicidade que o nosso amor tem nos proporcionado. Parabéns para mim, parabéns para você, parabéns para o nosso amor, e obrigado por existir!

Te amo!

PS- Dia 17 de Abril, vamos estar juntinhos mais uma vez, porque quando o amor existe, Deus também ajuda!

Sexta-feira, 27 de Março de 2009

Na Palma da Minha Mão


Na palma da minha mão havia o sol, e por isso eu não sabia mais como cerrá-la. Minha mão permaneceria aberta durante todo o tempo em que eu estivesse vivo, e este era o destino, implacável e imutável. Ao dormir, sentia o vento soprando sobre ela, trazendo e levando os meus sonhos que eram iluminados por aquele sol, trazendo e levando, trazendo e levando, trazendo e levando...

E o suor de minha mão refletia nos meus mais utópicos desejos, traduzindo meus medos - estes haviam aos montes - e aquecendo todo o restante do meu corpo, meu universo. Sim, meu universo resumia-se à extensão do meu corpo, ao menos enquanto aquele sol estivesse na palma da minha mão... talvez ele não ficasse ali para sempre, e seria uma pena.

Eu gostava do sol por um único motivo: ele me iluminava. Admito que por vezes me revoltei, me desesperei com o imenso calor de espírito que ele me trouxe, principalmente por estar ali, muito próximo, na palma da minha mão, grudado como o destino ao meu universo, e quente como cada um dos sonhos que habitavam o meu ser... tão quente que muitas vezes eu não suportei, mas apesar disso, era bom.

Agora eu olhei para a palma da minha mão e não vi mais aquele sol brilhando incandecentemente nos meus olhos, nos meus sonhos e na minha vida, e isso doeu! Quando a abri e nada mais pude ver, experimentei o maior sentimento de perda de toda a minha vida e minha garganta engasgou, eu tossi, chorei e dormi. Ao acordar, olhei-me no espelho e encontrei a lua, dentro dos meus olhos... olhos que lacrimejavam, mas de alegria, porque o sol se fora, mas a lua estava lá, e assim como o astro rei, ela também brilhava.